Periodicamente vou publicar aqui algumas dicas de inglês e terminologia jurídica.

Com a disseminação cada vez maior de contratos e toda a sorte de documentos estrangeiros no Brasil, muitos erros de português começaram a ser cometidos, especialmente falsos cognatos e erros decorrentes de diferenças entre os sistemas jurídicos dos Estados Unidos ou Reino Unido e do Brasil. Erros como esses podem resultar no uso de terminologia imprecisa ou até mesmo inexistente em documentos exequíveis no Brasil, verdadeiros “Frankensteins jurídicos” que, em caso de conflito, terão que ser interpretados e solucionados por juízes ou árbitros sob a lei brasileira.

Uma das áreas de dificuldade é a de responsabilidade civil, já que no sistema anglo-saxão existe uma gama de diferentes tipos de danos que não estão tipificados no Brasil. Também tenho notado algumas questões surgirem no próprio contencioso, pois cada vez mais os advogados brasileiros têm atuado na arbitragem internacional e já começam a criar anglicismos de forma desnecessária.

A tradução/versão de documentos jurídicos é tarefa seriíssima, pois qualquer uso de palavras inadequadas pode ter consequências imprevisíveis, dentre as quais a “delegação” para que o juiz ou árbitro interprete termos mal utilizados ou incompreensíveis, que poderiam ter ficado claros no documento tivesse sido ele bem redigido. Ao negociar o contrato ou elaborar a petição, o advogado escolhe cada palavra de forma cuidadosa; o mesmo cuidado tem que ser refletido na versão ou tradução do documento para outro idioma.

Espero que as minhas dicas sejam úteis!